Famlia:
Responsvel:
Vicenzi
Valdir Demathe - Andrey Taffner

 

Visite o site da familia: www.familiavicenzi.xpg.com.br 

FAMILIA VICENZI



Nesse artigo você encontrará
- Genealogia completa da família Vicenzi a partir do imigrante Domenico Vicenzi até a quinta geração – elabora pelo senhor Valdir Demathe (Joinville/SC)
- Biografia e narrativa dos ilustres riocedrenses; Lino Vicenzi (pracinha da II Guerra Mundial) e Pe. Victor Vicenzi (pesquisador e historiador da cultura e história riocedrense)
- Fotos


Descendentes de Domenico Vicenzi

Domenico Vicenzi, natural de Segonzano, Trento, imigrou em 4 de agosto de 1876, com a esposa Catterina Paolazzi, ocupando o lote 16, do caminho dos Tiroleses.

Primeira Geração

1. Domenico Vicenzi nasceu em 24 janeiro 1838 em Segonzano-Trento - Itália. Ele faleceu em 3 outubro 1890 em Blumenau-SC.
[Info. Históricas]
Domenico casou-se com Catterina Paolazzi, filha de Paolo Paolazzi e Maria Tessadri. Catterina nasceu em 6 junho 1842 em Faver - Trento - Itália. Ela faleceu em 15 abril 1925 em Rio dos Cedros-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 2 M i Antonio Vicenzi nasceu em 1867.

+ 3 M ii Paolo Vicenzi nasceu em 1869.

4 F iii Maria Vicenzi nasceu em 1874 em Cembra - Trento - Itália.
Maria casou-se com Severino Zanghelini em 2 abril 1894 em Igreja Matriz de Blumenau - SC. Severino nasceu em 1874 em Samone - Trento.
+ 5 M iv Angelo Vicenzi nasceu em 3 outubro 1875 e faleceu em 30 setembro 1941.

6 F v Paulina Vicenzi nasceu em 1878 em Santa Catarina-Brasil.[Info. Históricas]

Paulina casou-se com Eugenio Campregher em 14 junho 1896 em Igreja de Blumenau - SC. Eugenio nasceu em 1871 em Santa Catarina-Brasil.
+ 7 M vi Giovanni Vicenzi nasceu em 31 outubro 1880 e faleceu em 18 fevereiro 1953.
+ 8 M vii Giuseppe Vicenzi nasceu em 18 junho 1886 e faleceu em 21 novembro 1954.

Segunda Geração


2. Antonio Vicenzi (Domenico ) nasceu em 1867 em Itália.
[Info. Históricas]
Antonio casou-se com Teresa Cattoni em 12 setembro 1887 em Igreja Matriz de Blumenau - SC. Teresa nasceu em Canedisce - Àustria. Ela faleceu em 27 agôsto 1940 em Taió - SC.
[Info. Históricas]
Antonio e Teresa tiveram os seguintes filhos:
9 F i Rosália Maria Vicenzi nasceu em 25 abril 1890 em Blumenau-SC.[Info. Históricas]

10 M ii Attilio Vicenzi nasceu em 13 fevereiro 1892 em Blumenau-SC.[Info. Históricas]

+ 11 M iii Alfredo Vicenzi nasceu em 9 abril 1893 e faleceu em 16 março 1976.

12 F iv Elvira Vicenzi.
13 F v Natália Vicenzi.
14 F vi Alzira Vicenzi.
+ 15 F vii Maria Vicenzi nasceu em 17 abril 1909 e faleceu em 12 junho 1995.

16 M viii Hilário Vicenzi.
+ 17 M ix Artur Vicenzi faleceu em 23 agôsto 1945.

18 F x Fedora Vicenzi.
19 M xi Orácio Vicenzi nasceu em 1899. Ele faleceu em 15 junho 1987 em Taió-SC.[Info. Históricas]

20 F xii Ercilia Vicenzi.
3. Paolo Vicenzi (Domenico ) nasceu em 1869 em Gonsal - Tyrol.
[Info. Históricas]
Paolo casou-se com (1) Genovefa Clara Trisotto em 14 maio 1889 em Catedral de Blumenau-SC. Genovefa nasceu em 1870 em Segonzano - Trento - Itália.
Eles tiveram os seguintes filhos
21 M i Luiz Vicenzi nasceu em 4 dezembro 1889 em Blumenau-SC.[Info. Históricas]

22 F ii Angelica Maria Vicenzi nasceu em 11 outubro 1891 em Blumenau-SC.[Info. Históricas]

Paolo também casou-se com1 (2) Theresa Molinari. Theresa nasceu em 1868 em Biero - Itália.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 23 F iii Maria Vicenzi nasceu em 23 fevereiro 1907 e faleceu em 28 outubro 1987.

5. Angelo Vicenzi (Domenico ) nasceu em 3 outubro 1875 em Segonzano-Trento - Itália. Ele faleceu em 30 setembro 1941 em Rio D'Oeste-SC.
[Info. Históricas]
Angelo casou-se com Amábile Zanghelini em 10 abril 1897 em Cartório Indaial - SC. Amábile nasceu em 4 abril 1876 em Santa Catarina-Brasil.
Eles tiveram os seguintes filhos
24 F i Olivia Vicenzi nasceu em 14 fevereiro 1894 em Blumenau-SC.[Info. Históricas]

25 F ii Erminia Vicenzi.
26 F iii Littizia Vicenzi nasceu em 1901 em Taió-SC. Ela faleceu em 18 fevereiro 1992 em Taió-SC.[Info. Históricas]

+ 27 M iv Romigio Vicenzi.

28 M v Elisio Vicenzi.
+ 29 M vi Artilio Vicenzi faleceu em 9 abril 1936.

30 F vii Cesira Vicenzi.
7. Giovanni Vicenzi (Domenico ) nasceu em 31 outubro 1880 em Timbó-SC. Ele faleceu em 18 fevereiro 1953 em Taió - SC.
[Info. Históricas]
Giovanni casou-se com Augusta Paoletto em 18 agôsto 1904 em Cartório Indaial - SC. Augusta nasceu em 1878.
Eles tiveram os seguintes filhos
31 F i Maria Vicenzi.
32 F ii Veneranda Vicenzi.
+ 33 M iii Domingos Alfonte Vicenzi nasceu em 1906 e faleceu em 22 fevereiro 1985.
34 F iv Helena Vicenzi.
35 M v Silviano Vicenzi.
36 F vi Cecilia Vicenzi.
37 F vii Catarina Vicenzi.
38 M viii Emiliano Vicenzi.
Emiliano casou-se com Ema Luzzani. Ema nasceu em 1922 em Timbó-SC. Ela faleceu em 16 março 1964 em Taió - SC.[Info. Históricas]

8. Giuseppe Vicenzi (Domenico ) nasceu em 18 junho 1886 em Rio dos Cedros-SC. Ele faleceu em 21 novembro 1954 em Rio dos Cedros-SC e foi enterrado em Pomeranos/Caravágio-SC.
[Info. Históricas]
Giuseppe casou-se com Emilia Cattoni, filha de Udalrico Cattoni e Maria Bagatolli, em 21 março 1907 em Indaial-SC. Emilia nasceu em 7 maio 1886 em Santa Catarina-BR. Ela faleceu em 20 agôsto 1971 em Blumenau - SC.
[Info. Históricas]
Giuseppe e Emilia tiveram os seguintes filhos:
39 M i Victor Vicenzi nasceu em 21 julho 1907 em Rio dos Cedros-SC. Ele faleceu em 23 agôsto 2000 em Rio do Sul - SC.[Info. Históricas]

40 F ii Catharina Vicenzi.
41 M iii Olivio Vicenzi.
42 F iv Angelina Vicenzi.
43 M v Tercilio Vicenzi nasceu em 1916 em Timbó-SC. Ele faleceu em 22 abril 1970 em Taió - SC.[Info. Históricas]

44 F vi Inês Vicenzi.
+ 45 M vii Mário Vicenzi nasceu em 21 dezembro 1919 e faleceu em 27 agôsto 1990.
+ 46 M viii Lino Vicenzi.

47 M ix Osório Vicenzi.
48 F x Ester Vicenzi.
49 F xi Maria Vicenzi.

Terceira Geração

11. Alfredo Vicenzi (Antonio , Domenico ) nasceu em 9 abril 1893 em Blumenau-SC. Ele faleceu em 16 março 1976 em Taió-SC.
[Info. Históricas]
Alfredo casou-se com Anna Minatti em 2 junho 1912 em Rodeio-SC. Anna nasceu em 1893 em Indaial - SC. Ela faleceu em 18 novembro 1936 em Taió - SC.
[Info. Históricas]
Alfredo e Anna tiveram os seguintes filhos:
50 M i Hercilio Vicenzi nasceu em 1918 em Indaial - SC. Ele faleceu em 27 fevereiro 1992 em Taió-SC.[Info. Históricas]

51 M ii Antonio Vicenzi nasceu em 8 dezembro 1919 em Caminho Pomeranos-SC.[Info. Históricas]

Antonio casou-se com Rosália Winter em 6 fevereiro 1952 em Taió - SC. Rosália nasceu em 8 maio 1923 em Rio do Campo - SC.
52 M iii Oswaldo Vicenzi nasceu em 2 fevereiro 1922 em Timbó - SC.[Info. Históricas]

Oswaldo casou-se com Elvira Wichmann em 2 dezembro 1952 em Taió - SC. Elvira nasceu em 16 junho 1931 em Taió - SC. Ela faleceu em 26 abril 1990 em Taió - SC.[Info. Históricas]

53 M iv Evaristo Vicenzi nasceu em 25 abril 1924 em Indaial - SC.[Info. Históricas]

Evaristo casou-se com Elsbeth Wichmann em 15 dezembro 1950 em Taió - SC. Elsbeth nasceu em 4 novembro 1933 em Taió - SC.
54 F v Angelina Vicenzi nasceu em 1926 em Indaial - SC.
55 F vi Ida Vicenzi nasceu em 1927 em Indaial - SC.
56 F vii Gilda Vicenzi nasceu em 1930 em Indaial - SC. Ela faleceu em 24 julho 1952 em Taió - SC.[Info. Históricas]

57 F viii Carmela Vicenzi nasceu em 1932 em Indaial - SC.
58 F ix Natália Vicenzi nasceu em 1934 em Indaial - SC.
15. Maria Vicenzi (Antonio , Domenico ) nasceu em 17 abril 1909 em Rio dos Cedros-SC. Ela faleceu em 12 junho 1995 em Joinville-SC.
Maria casou-se com Arvet Otto em 1 agôsto 1940 em Matriz Cristo Rei - Taió - SC.
[Info. Históricas]
Arvet e Maria tiveram os seguintes filhos:
+ 59 M i Osmar Otto nasceu em 1 maio 1943.

17. Artur Vicenzi (Antonio , Domenico ) nasceu em Timbó-SC. Ele faleceu em 23 agôsto 1945 em Taió - SC.
[Info. Históricas]
Artur casou-se com Elza Vicenzi.
Eles tiveram os seguintes filhos
60 F i Fides Vicenzi nasceu em 1942 em Taió - SC.
23. Maria Vicenzi (Paolo , Domenico ) nasceu em 23 fevereiro 1907 em Indaial - SC. Ela faleceu em 28 outubro 1987 em Taió - SC.
[Info. Históricas]
Maria casou-se com Manoel Nichelotti em 17 novembro 1945 em Taió - SC. Manoel nasceu em 7 julho 1899 em Indaial - SC.
[Info. Históricas]
Manoel e Maria tiveram os seguintes filhos:
61 M i Albano Nichelotti nasceu em 25 maio 1925 em Indaial - SC.
62 F ii Fiori Nichelotti nasceu em 12 janeiro 1927 em Indaial - SC.
63 F iii Martha Nichelotti nasceu em 28 setembro 1930 em Indaial - SC.
64 M iv José Nichelotti nasceu em 25 novembro 1929 em Indaial - SC.
65 F v Ereilia Nichelotti nasceu em 20 abril 1935 em Indaial - SC.
66 M vi Arcangelo Nichelotti nasceu em 1 maio 1937 em Indaial - SC.
67 M vii Cirilo Nichelotti nasceu em 14 maio 1938 em Indaial - SC.
27. Romigio Vicenzi (Angelo , Domenico ).
Romigio casou-se com Adele Campregher em Jaraguá do Sul - SC. Adele nasceu em Blumenau-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
68 M i Waldemar Angelo Vicenzi nasceu em 4 julho 1926 em Jaraguá do Sul - SC. Ele faleceu em 29 janeiro 1969 em Schroeder-SC.[Info. Históricas]

Waldemar casou-se com (1) Ida Bisoni em 18 janeiro 1947 em Jaraguá do Sul - SC. Ida nasceu em 25 julho 1929 em Jaraguá do Sul - SC. Ela faleceu em 7 dezembro 1966 em Jaraguá do Sul - SC.
Waldemar também casou-se com1 (2) Lidia Pereira da Silva em 13 setembro 1968 em Schroeder-SC.
69 F ii Maria Ana Vicenzi nasceu em 14 janeiro 1941 em Jaraguá do Sul - SC. Ela faleceu em 17 janeiro 1941 em Jaraguá do Sul - SC.[Info. Históricas]

70 M iii Ademir Vicenzi nasceu em 1 julho 1938 em Jaraguá do Sul - SC. Ele faleceu em 6 abril 1960 em Jaraguá do Sul - SC.[Info. Históricas]

29. Artilio Vicenzi (Angelo , Domenico ) nasceu em Jaraguá do Sul - SC. Ele faleceu em 9 abril 1936 em Jaraguá do Sul - SC.
[Info. Históricas]
Artilio casou-se com Olivia Carlini em 21 outubro 1916 em Jaraguá do Sul - SC. Olivia nasceu em 1889 em Blumenau-SC. Ela faleceu em 14 abril 1961 em Jaraguá do Sul - SC.
[Info. Históricas]
Artilio e Olivia tiveram os seguintes filhos:
+ 71 M i Angelo Vicenzi nasceu em 7 setembro 1917 e faleceu em 24 março 1991.

72 M ii Olimpia Vicenzi nasceu em Jaraguá do Sul - SC.
73 F iii Amábile Vicenzi nasceu em Jaraguá do Sul - SC.
74 F iv Elza Vicenzi nasceu em 20 setembro 1928 em Jaraguá do Sul - SC.[Info. Históricas]

Elza casou-se com Alvino Roberti em 16 julho 1947 em Cartório de Corupá-SC. Alvino nasceu em 15 janeiro 1924 em Corupá-SC.
33. Domingos Alfonte Vicenzi (Giovanni , Domenico ) nasceu em 1906. Ele faleceu em 22 fevereiro 1985 em Taió-SC.
[Info. Históricas]
Domingos casou-se com Carmella Anderle. Carmella nasceu em 25 dezembro 1913 em Rodeio - SC. Ela faleceu em 18 fevereiro 1975 em Taió-SC.
[Info. Históricas]
Domingos e Carmella tiveram os seguintes filhos:
75 F i Edi Vicenzi nasceu em 1954 em Taió-SC. Ela faleceu em 15 setembro 1958 em Taió-SC.[Info. Históricas]

45. Mário Vicenzi (Giuseppe , Domenico ) nasceu em 21 dezembro 1919 em Rio dos Cedros-SC. Ele faleceu em 27 agôsto 1990 em Blumenau - SC.
Mário casou-se com Veneranda Mengarda, filha de Rodolfo Mengarda e Maria Sandri, em 29 dezembro 1945 em Caravágio - Rio dos Cedros - SC. Veneranda nasceu em 21 dezembro 1923 em Rio dos Cedros-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 76 M i Valdir Vicenzi nasceu em 27 abril 1946.

+ 77 M ii Galdino Vicenzi nasceu em 2 julho 1949.

+ 78 M iii Leonir José Vicenzi nasceu em 1 janeiro 1951.

+ 79 M iv Luizinho Paulo Vicenzi nasceu em 25 janeiro 1952.

+ 80 M v Osnir Vicenzi nasceu em 12 abril 1953.

81 F vi Maria Albertina Vicenzi nasceu em 18 agôsto 1955 em Rio dos Cedros-SC.[Info. Históricas]

+ 82 F vii Sueli Janete Vicenzi nasceu em 30 maio 1959.

46. Lino Vicenzi (Giuseppe , Domenico ).
Lino casou-se com (1) Esperança Dalmonico.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 83 M i José Vicenzi Neto.

84 M ii Juvenal Vicenzi.
Lino também casou-se com1 (2) Amélia Macopi.
Eles tiveram os seguintes filhos
85 F iii Virtes Vicenzi.
86 F iv Elizete Vicenzi.
87 F v Carmelita Iris Vicenzi.
88 F vi Teresinha Vicenzi.
89 F vii Juraci Vicenzi.
90 M viii Julio Vicenzi.

Quarta Geração

59. Osmar Otto (Maria Vicenzi , Antonio , Domenico ) nasceu em 1 maio 1943 em Taió - SC -.
Osmar casou-se com Emilia Pedroso.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 91 F i Miriam Otto nasceu em 21 agôsto 1969.

+ 92 M ii Jair Otto nasceu em 8 março 1971.

+ 93 M iii Oldair Otto nasceu em 18 outubro 1972.

+ 94 M iv Elvis Otto nasceu em 10 janeiro 1975.

+ 95 F v Luciana Otto nasceu em 24 julho 1979.

+ 96 M vi Rodrigo Otto nasceu em 30 junho 1981.

71. Angelo Vicenzi (Artilio , Angelo , Domenico ) nasceu em 7 setembro 1917 em Jaraguá do Sul - SC. Ele faleceu em 24 março 1991 em Joinville - SC.
Angelo casou-se com Luiza Hanisch em 27 abril 1946 em Corupá-SC. Luiza nasceu em 19 agôsto 1926 em Corupá-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 97 F i Edith Vicenzi nasceu em 6 abril 1950.

98 F ii Sonia Vicenzi.
76. Valdir Vicenzi (Mário , Giuseppe , Domenico ) nasceu em 27 abril 1946 em Rio dos Cedros-SC.
Valdir casou-se com Donzila Trisotto, filha de Lino Trisotto e Clélia Paoletto, em 8 janeiro 1977 em Rio dos Cedros-SC. Donzila nasceu em 3 julho 1953 em Rio dos Cedros-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 99 F i Juliane Cristina Vicenzi nasceu em 22 junho 1978.

100 M ii Mario Augusto Vicenzi nasceu em 1 dezembro 1980 em Apucarana - Pr.
77. Galdino Vicenzi (Mário , Giuseppe , Domenico ) nasceu em 2 julho 1949 em Rio dos Cedros-SC.
Galdino casou-se com Maria Aparecida Bianchi, filha de Luis Bianchi e Antonia Dario, em 9 abril 1983 em Apucarana - Pr. Maria nasceu em 9 novembro 1961 em Colorado - Pr.
Eles tiveram os seguintes filhos
101 F i Daise Vicenzi nasceu em 7 fevereiro 1985 em Apucarana - Pr.
102 M ii Danilo Vicenzi nasceu em 20 fevereiro 1989 em Apucarana - Pr.
78. Leonir José Vicenzi (Mário , Giuseppe , Domenico ) nasceu em 1 janeiro 1951 em Rio dos Cedros-SC.
Leonir casou-se com (1) Luciane de Oliveira, filha de Aristeu de Oliveira e Vilma Gisela Kugler, em 6 julho 1985 em Curitiba - PR. Luciane nasceu em 6 agôsto 1961 em Curitiba - PR.
Eles tiveram os seguintes filhos
103 M i Leandro Vicenzi nasceu em 24 setembro 1986 em Curitiba - PR.
104 M ii Luciano Vicenzi nasceu em 11 maio 1989 em Curitiba - PR.
105 F iii Larissa Vicenzi nasceu em 7 junho 1990 em Curitiba - PR.
Leonir também casou-se com1 (2) Osmilda Maria Eckert Não Casados. Osmilda nasceu em 20 maio 1949 em Maravilha - SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 106 F iv Claudia Luana Eckert Vicenzi nasceu em 17 fevereiro 1981.

79. Luizinho Paulo Vicenzi (Mário , Giuseppe , Domenico ) nasceu em 25 janeiro 1952 em Rio dos Cedros-SC.
Luizinho casou-se com Jurema Lourdes Giovanella, filha de Tibério Giovanella e Marta Stinghem, em 25 janeiro 1987 em Rio dos Cedros-SC. Jurema nasceu em 8 fevereiro 1962 em Rio dos Cedros-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
107 M i Bruno Vicenzi nasceu em 5 junho 1988 em Curitiba - PR.
108 M ii Vitor Vicenzi nasceu em 18 janeiro 1995 em Curitiba - PR.
80. Osnir Vicenzi (Mário , Giuseppe , Domenico ) nasceu em 12 abril 1953 em Rio dos Cedros-SC.
Osnir casou-se com Marivanda Lenzi, filha de Benito Lenzi e Carmela Cattoni, em 3 março 1984 em Rio dos Cedros-SC. Marivanda nasceu em 12 março 1961 em Rio dos Cedros-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
109 F i Daniela Vicenzi nasceu em 2 novembro 1985 em Blumenau - SC.
110 M ii André Carlos Vicenzi nasceu em 3 março 1990 em Rodeio - SC.
82. Sueli Janete Vicenzi (Mário , Giuseppe , Domenico ) nasceu em 30 maio 1959 em Rio dos Cedros-SC.
Sueli casou-se com Marcos Didio Szesz, filho de Wnceslau Szesz e Zeni Lucia Szesz, em 14 setembro 1985 em Curitiba - PR. Marcos nasceu em 6 outubro 1955 em Ponta Grossa - PR.
Eles tiveram os seguintes filhos
111 M i Thiago Vicenzi Szesz nasceu em 18 julho 1988 em Curitiba - PR.
83. José Vicenzi Neto (Lino , Giuseppe , Domenico ).
José casou-se com Ércia Fachini, filha de Germano Fachini e Clara Giovanella.
Eles tiveram os seguintes filhos
+ 112 M i Fábio José Vicenzi.

113 M ii Fernando José Vicenzi.
Fernando casou-se com Caroline Inaba.
114 M iii Emanuel José Vicenzi.

Quinta Geração


91. Miriam Otto (Osmar Otto , Maria Vicenzi , Antonio , Domenico ) nasceu em 21 agôsto 1969 em Taió - SC -.
Miriam casou-se com Alvino Hille em 16 julho 1985 em Paróquia Sagrado Coração de Jesus-Joinville-SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
115 F i Gabriela Hille nasceu em 9 janeiro 1988 em Joinville - SC.
116 M ii Tiago Fernando Hille nasceu em 24 junho 1990 em Joinville - SC.
117 F iii Eduarda Liandra Hille nasceu em 4 agôsto 1998 em Joinville - SC.
92. Jair Otto (Osmar Otto , Maria Vicenzi , Antonio , Domenico ) nasceu em 8 março 1971 em Taió - SC -.
Jair casou-se com Lilian de Borba em 8 abril 1995 em Igreja do Menino Jesus - Joinville - SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
118 F i Jéssica Yohana Otto nasceu em 14 junho 2000 em Curitiba - PR.
119 M ii Guilherme Otto nasceu em 3 junho 2002 em Curitiba - PR.
93. Oldair Otto (Osmar Otto , Maria Vicenzi , Antonio , Domenico ) nasceu em 18 outubro 1972 em Taió - SC -.
Oldair casou-se com Patrícia Schroeder em 25 novembro 2002 em Igreja do Menino Jesus - Joinville - SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
120 F i Julia Otto nasceu em 29 janeiro 2004 em Joinville - SC.
94. Elvis Otto (Osmar Otto , Maria Vicenzi , Antonio , Domenico ) nasceu em 10 janeiro 1975 em Salete - SC.
Elvis casou-se com Beatriz Luciano em 25 novembro 2000 em Igreja do Menino Jesus - Joinville - SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
121 M i Lucas Gabriel Otto nasceu em 24 junho 2001 em Joinville - SC.
95. Luciana Otto (Osmar Otto , Maria Vicenzi , Antonio , Domenico ) nasceu em 24 julho 1979 em Joinville - SC.
Ela tiveram os seguintes filhos:
122 F i Luana Carolyne Otto nasceu em 11 maio 1997 em Joinville - SC.
123 M ii Vitor Hugo Otto nasceu em 25 fevereiro 2005 em Joinville - SC.
96. Rodrigo Otto (Osmar Otto , Maria Vicenzi , Antonio , Domenico ) nasceu em 30 junho 1981 em Joinville - SC.
Rodrigo casou-se com Gláucia dos Santos em 19 setembro 2003 em Igreja do Menino Jesus - Joinville - SC.
Eles tiveram os seguintes filhos
124 F i Camili Otto nasceu em 19 julho 2002 em Joinville - SC.
97. Edith Vicenzi (Angelo , Artilio , Angelo , Domenico ) nasceu em 6 abril 1950 em União da Vitória - PR.
Edith casou-se com Ulrich Ulrich.
Eles tiveram os seguintes filhos
125 M i Jackson Ulrich nasceu em 28 agôsto 1971 em União da Vitória - PR.
126 M ii Jamerson Ulrich nasceu em 19 março 1974 em Porto União - SC.
99. Juliane Cristina Vicenzi (Valdir , Mário , Giuseppe , Domenico ) nasceu em 22 junho 1978 em Apucarana - Pr.
Juliane casou-se com Rafael Paulino de Abreu, filho de Manoel Paulino de Abreu e Marinete Alves, Não Casados. Rafael nasceu em 25 dezembro 1980 em Apucarana - Pr.
Eles tiveram os seguintes filhos
127 F i Maria Clara Vicenzi de Abreu nasceu em 3 fevereiro 2007 em Apucarana-PR.
106. Claudia Luana Eckert Vicenzi (Leonir José , Mário , Giuseppe , Domenico ) nasceu em 17 fevereiro 1981 em Curitiba - PR.
Claudia casou-se com Robson Remeika Não Casados.
Eles tiveram os seguintes filhos
128 F i Kauany Vicenzi Remeika nasceu em 8 agôsto 2002 em Curitiba - PR.
112. Fábio José Vicenzi (José , Lino , Giuseppe , Domenico ).
Fábio casou-se com Taisa Binder.
Eles tiveram os seguintes filhos
129 M i Bernardo Binder Vicenzi.


Biografia de Lino Vicenzi

Morador de Rio dos Cedros, neto do imigrante Domenico Vicenzi – 2ª Geração – pracinha da Segunda Guerra Mundial, grande entusiasta da cultura trentina riocedrense, foi sempre uma pessoa humilde e acolhedora, ligado a terra e a sua colônia, tendo na família e religiosidades seus grandes apoios, revelando sua profunda alma trentina. O relato a seguir foi dado pelo senhor Lino Vicenzi, contando trechos de sua vida e sua experiência durante a Guerra.



"Nasci em 15 de março de 1922. Comecei na aula com noves anos de idade, tiveram que me levar no primeiro dia porque eu não sabia onde ficava a escola. Costumava caminhar oito kilometros por dia. Além dos estudos, tinhamos a doutrina nos domingos e reza do terço com as irmãs catequistas – freiras – além de missa uma vez por mês. Fiz minha primeira comunhão na comunidade de Nossa Senhora da Glória. Estudei quatro anos até completar a quarta série, depois meu pai me transferiu para a escola José Brancher em Nossa Senhora das Dores, onde estudei por mais três anos. Na quarta série costumava ajudar minha professora, pois o número de alunos era muito grande, eram alunos de todas as séries juntos. Meu pai não me permitiu continuar os estudos, pois precisava de mim para ajudar nos trabalhos da lavoura e da fábrica de charutos. Eramos em onze irmãos, Vitor, o irmão mais velho frequentava o seminário, todos os demais trabalhavam.
Havia também uma banda de música na região, que sempre ensaiava na casa de meus pais. Tanto eu como meu irmão Tercílio aderimos a banda.
Lembro da primeira missa solene do Pe. Vitor, que foi no primeiro dia de 1938. Nós, da banda, tocamos durante todo o dia, do que foi a maior festa da região, pois era o primeiro padre a rezar a primeira missa em Rio dos Cedros.
No ano de 1940 meu pai me obrigou a fazer o Tiro de Guerra, que era uma espécie de instrução militar. Eramos em 60 jovens, e praticavamos duas vezes por semana até ganhar o certificado de Reservista de 2ª Categoria, ao fim daquele ano. Foi nessa ocasião que calcei meu primeiro par de sapatos na vida. Lembro que meu pai me mandou no Naneto Tafner, que tirou a medida do meu pé e fez o calçado.
Todo esse treinamento foi para que eu não perdesse um ano servindo exército, todavia, em 31 de agosto de 1942 o então presidente da república, Getúlio Vargas, declarou guerra ao Eixo (Itália, Alemanha e Japão). Fui convocado para o exército, no Batalhão de Blumenau, 32 B.C. – trigésimo segundo batalhão de caçadores -, nessa ocasião fui pela primeira vez a cidade de Blumenau. Em 23 de março de 1943 o governo criou a FEB – Força Expedicionaria Brasileira. Preferi não aderir a nenhum curso porque o exército não me agradava.
Em março, na sexta feira santa de 1944, partimos para a guerra. Tocou o alarme a 1h da madrugada e as 3h partimos de caminhão para Jaragua do Sul, onde tomamos o trem. O trem era do tipo cargueiro de gado, levamos tres dias e três noites para chegar em São Paulo, cidade Caçapava. Ficamos ali por tres meses, depois seguimos da mesma forma (trem cargueiro) para Rio de Janeiro. Em Caçapava eu havia sido Ordenança do Comandante (ou seja, secretário), no Rio do Janeiro continuei da mesma forma. Enfim nós, 5300 soldados, partimos, em um enorme navio americano para a maldita guerra.
Foram 14 dias de viagem no mar sem absolutamente nenhum conforto. Passamos mal durante a viagem, a refeição era feita duas vezes ao dia. Costumavamos passar o dia na proa do navio, ou seja, no convés, para respirar melhor. Durante a noite eramos recolhidos aos porões, pois havia o perigo de sermos atingidos e naufragar por submarinos inimigos. Depois de 14 dias chegamos finalmente no porto de Nápoles, sul da Itália, onde tomamos outro navio em direção ao norte. Esse navio era pequeno, e o apelidamos de lança-comida, pois todos que nele embarvam ficavam enjoados, pois balançava muito. Depois de 36 horas chegamos ao porto de Livorno, onde embarcamos em caminhões americanos para o 1º acampamento da cidade de Piza.
Cruzaram o Atlantico 25445 soldados brasileiros, oriundos de todos os cantos do Brasil. Esses foram divididos em 5 escalões, ou seja, 5 turmas, que viajaram para Itália em cinco etapas. O Brasil se aliou ao exército americano, e combateu junto ao 5º exército americano.
Meu escalão era o “depósito de pessoal”, que ficava na retaguarda e de onde eram escolhidos soldados para substituir os que eram feridos na frente de combate. Eu continuei na função de secretário, já que ainda permanecia o mesmo comandante de São Paulo.
Nosso primeiro batismo de fogo (nosso primeiro combate) foi no dia 11 de setembro de 1944. O clima variava de 12 a 25 graus negativos com ocorrencia de muita neve durante o inverno.
A nossa turma, o Depósito de Pessoal, era obrigado a ir a frente de combate até o último soldado se necessário fosse. Meu comandante então me transferiu para o Quartel General, tendo em vista que um dia eu também seria chamado para a linha de frente. Esse comandante era como um segundo pai para mim, ele me transferiu para o quartel general porque lá seria mais seguro. Nesse quartel havia um Capelão Chefe, com o qual eu passei a trabalhar. Trabalhei na Secretaria do Serviço de Assistencia Religiosa (S.A.R.). Haviam 25 capelões católicos e 2 evangélicos divididos em todos os batalhões. O ciapà la cucagna piu bella di tutti! (Peguei o melhor serviço de todos).
Trabalhava nas sessões e nas missas. A missa era em latim. Podiamos comungar a qualquer hora, enquanto que aqui no Brasil era necessário ficar de jejum desde o meio dia. O Santo Padre Papa Pio XII havia liberado os pracinhas dessa obrigação. O mesmo ocorreu no Brasil apenas na década de 60.
Morreram 466 brasileiros durante a segunda grande guerra, foram enterrados no Cemitério Brasileiro de Pistoia, na Itália. Mais de 3000 ficaram feridos, dementes ou flagelados.
Dos 957 catarinenses que cruzaram o mar, 30 tombaram no campo de batalha, dos quais 4 eram riocedrences.
Saimos para o grande conflito em 11 e voltamos em apenas 7. Os que ficaram lá no Campo Santo eram: Selvino Mengarda (primo meu), Felicio Tomasini (primo meu), Aléssio Venturi (vizinho) e Rafael Busarello (natural da comunidade de Rio Cunha, mas que já estava morando em Taió). Os que voltaram: Alfredo Patricio, Anselmo Bertoldi, Anselmo Leitempergher, Francisco Riola, Marcio Dallabona, Erwim Ittner e eu, Lino Vicenzi.
Foram também 67 enfermeiras brasileiras diplomadas para dar assistência nos hospitais improvisados.
O quartel general onde estava o nosso chefão, o general Mascarenhas de Morais (um homem baixinho) ficava sendo transferido conforme avançava a linha de fogo. Passei por muitas cidades. O Quartel General funcionava sempre dentro de prédios, mas nós sempre dormiamos dentro de barracas, onde o frio era de matar, todavia, o soldado precisava estar preparado para tudo. Durante esses trajetos tive oportunidade de fazer amizades com muitas famílias italianas. Como cada soldado ganhava 2 carteiras de cigarro por dia e 2 barras de chocolate eu sempre as levava comigo. Como não fumava, dava sempre para essas famílias que encontrava. A pobreza era absoluta. Na maioria só restavam velhos, mulheres e crianças. Fazia amizade com muita facilidade e já era considerado da família, porque sempre levava comida e falava o italiano gramaticalmente correto, pois tinha estudado no Brasil com o professor Brancher.
Os oficiais do quartel sempre compravam cartões postais das cidades, que logicamente estavam sempre em italiano. Passei então a ser o professor deles, pois sempre desejavam mandar os cartões aqui para seus familiares no Brasil. Cabia a mim traduzir aquelas frases que estavam em italiano.
Podíamos escrever para nossos familiares, só que as cartas deveriam ser sempre curtas e sempre deviamos dizer que estavamos bem. Nunca podíamos denunciar nossa posição, e as cartas sempre passavam pela Censura antes de ir ao Correio.
Pode-se dizer que o Brasil entrou na guerra porque estava perdendo navios nas costas do Atlântico Sul. A maioria dos soldados eram agricultores que largaram o cabo da enxada para pegar no fuzil. Para tomar o dito Monte Castelo, muito falado na história nacional, foram necessários cinco combates, sendo que os primeiros 4 fracassaram. Só nessa ocasião o Brasil perdeu 87 soldados, dos quais 22 ficaram sepultados na neve, só aparecendo quando a mesma derreteu.
Monte Catelo se situava a uma altura de 887 metros. Depois dessa, houve outra tomada sangrenta, que durou 4 dias e 4 noites, que foi a tomada de Montese. Nessa ocasião perdi meus 4 companheiros riocedrences (que havia mencionado anteriormente). Muitos soldados terminaram loucos ou atormentados. Foi um verdadeiro inferno de fogo e fumaça!
Os brasileiros progrediram mais de 400km da cidade de Lucas até Alessandria. Finalmente a guerra acabou no dia 8 de maio de 1945, quando o Supremo General da Forças assinou a paz.
Aos poucos, os soldados brasileiros foram encaminhados novamente para o sul da Itália, no porto de Napoles, para o retorno ao Brasil. Da mesma forma que foram, assim também voltaram. Ficamos no Rio de Janeiro por quinze dias aguardando a baixa, isto é, o Certificado de Guerra e o soldo que nos era de direito.
No retorno, o Brasil também ajudou com o transporte da tropa com 2 navios: Dom Pedro I e Duque de Caxias, porém, esses navios levaram 22 dias de viagem, pois tinham que ser abastecidos com carvão e água potável. Foram feitas escalas no porto da Espanha, no porto Dakar, na África, em Pernambuco no Recife e por fim no Rio de Janeiro. Saindo do Rio de Janeiro para São Paulo fui me encontrar com meu irmão Pe. Victor, que era diretor de um colégio e vigário de Santa Teresinha em Alto Santana. Cheguei lá de surpresa, então foram suspensas as aulas. No dia seguinte meu irmão quis que eu desse uma palestra sobre o que havia ocorrido e como tinha sido a guerra.
Permaneci com ele 12 dias, ajudando na secretaria. Ele quis que eu ficasse por la e lecionasse, mas eu recusei a proposta. Meu sonho era retornar a casa de meus pais e ao cabo da enxada. Saí de São Paulo e passei por Curitiba, que na época não tinha nem rodoviária, era apenas uma casa para comprar passagem. Dia seguinte, 8 de setembro, embarquei as 7 horas e viajei o dia todo, chegando a meia noite em Pomerode. Lá estavam me aguardando meu pai, meu irmão Mario com o carro do Leopoldo Klug e seu filho pequeno. Depois de longos abraços embarquei rumo a casa. O carro era o único de Rio dos Cedros, ainda movido a gasogenio em um tambor exterior, isso porque no Brasil ainda não havia gasolina. Chegamos em casa após uma hora de viagem. Era 1h da madrugada, mas a casa estava lotada, com todos me aguardando. Ao chegar, antes de mais nada fui ao encontro de minha mãe, só que não tinhamos palavras a dizer, apenas nos abraçamos fortemente e choramos, porque a alegria também faz horar. Minha mãe tinha chamado duas cozinheiras; Anunciata Mengarda e Alida Cattoni, que prepararam o melhor banquete do mundo.
No dia seguinte, uma manhã de domingo, a casa ficou lotada de gente o dia todo.
Logo no segundo domingo comecei a lecionar doutrina para alguns meninos que estavam se preparando para a segunda comunhão. Durante a semana, visitei as famílias dos meus companheiros que haviam tombado em combate; viuva Teresa Venturi, tio Maximiliano e Erminio Tomasini. Ao nos abraçarmos, também choramos juntos – le dizoa, tutti sei volta a casa dei genitori, ma il mio le mór la via en guerra – diziam, você voltou ao encontro dos pais, mas o meu ficou morto na guerra.
Voltei a trabalhar na roça, da mesma forma que fazia antes de ir para a guerra. Eu possuia um terreno em Taió, mas meu pai fez questão que eu permanecesse em casa com eles. Dois anos depois (quando já havia 25 anos), casei com Esperança Dalmonico. Tivemos dois filhos; José e Juvenal, todavia, fui infeliz, minha esposa faleceu em 28 de julho de 1949, dificultando muito minha vida, pois agora tinha que cuidar de meus pais e de meus dois filhos. Tive que me virar com todos os serviços que uma mulher faz em casa.
Afinal, mais tarde, me obriguei a procurar outra esposa, que servisse não só a mim, mas também a meus pais e a meus dois filhos. Em 3 de julho de 1954, em Rio do Sul, sob a regência do Pe. Victor, me casei pela segunda vez, com Amélia Macoppi. Tivemos mais 6 filhos: Virte Dolores, Elizete Ida, Jurassi Vitor, Carmelita Iris, Teresinha Rosa e Julio Cesar.
Meu pais faleceu naquele mesmo ano, depois de passar três meses nos hospitais. Minha mãe viveu mais tempo, foi uma mãe santa. Morreu em 2 de agosto de 1971. Foi o enterro com maior número de pessoas presentes.
Meu filho mais velho, José, foi para o seminário de Rio dos Cedros – Seminário Pe. Pastorino. Suspeitávamos que ele fosse para fora do Brasil, e por isso choramos quase uma semana inteira. Por fim ele foi para Ascurra, depois Taquari, Rio Grande do Sul. Sempre que faltava dinheiro nós davamos. Depois Jurassi foi para Ponta Grossa e Curitiba, e duas filhas, Virtes e Carmelita, foram para o colégio em Rio do Oeste.
Para mim ganhar a reforma do Exército (a aposentadoria), fui chamado a trabalhar um mês inteiro em um hospital militar em Curitiba, no ano de 1975. Em 1977 fui chamado novamente para trabalhar em um hospital militar em Porto Alegre. Minha reforma, ou seja, minha aposentadoria militar, veio no ano de 1979.
Os filhos aos pouco foram casando. José passou a lecionar em Apucaran, norte do Paraná, Jurassi montou uma empresa em Jaragua do Sul, e os outros seguiram com seus empregos, restando o caçula Julio na propriedade familiar. Ele havia feito um ano de seminário em Ascurra, mas depois voltou para casa.
Enfim, ninguém sabe os sofrimentos que eu passei em vida, mas graças a Deus que tudo deu certo, e ainda estou com vida, juntamente com minha esposa Amélia.
Retrocedento um pouco, nunca perdi uma missa em nossa igreja N.S. do Caravaggio, sendo sempre o comentarista, puxando cantos, fazendo rezas, novenas, enterros…
Quando voltei da guerra, meu nono Riqueto Cattoni fez questão de ensinar a mim e a mais um grupo de cantores certas melodias, pois os padres na época não faziam. Antes mesmo de eu ir para a guerra, já havia um grupo de cantores que faziam o jogral La Santa Notte, de casa em casa, na época natalina. Retomamos a tradição depois da guerra, e chegamos até mesmo a gravá-la em CD, juntamente com outras canções italianas. O nome do CD é Amicci Cantori del Folclore Italiano de Rio Cedro. O CD foi bastante vendido e é procurado até hoje, sendo que já foi encaminhado para diversos cantos do país e até para o exterior.
Contando 80 anos de idade, fui frequentar aulas de teclado, para aprender a tocar cantos de igreja.
Me sinto honrado por ter feito tudo isso e vou deixando meu abraço. Teria histórias o suficiente para preencher um livro, e este deve estar saindo em breve!"


Biografia do Pe. Victor Vicenzi

Padre que foi bastante carismático e querido por toda população. Dedicou grande parte de sua vida pesquisando a história de Rio dos Cedros, publicando livros e artigos, que hoje servem de base para demais historiadores e pessoas interessadas em suas raízes. Pe. Victor também é neto do imigrante Dalmonico Vicenzi, 2ª Geração, e irmão de Lino Vicenzi.
Nasceu em Pomeranos, Caravaggio, Rio dos Cedros. Fez os estudos secundários em São Paulo, onde se licenciou em Filosofia. Fez os estudos teológicos no Instituto Pio XI em São Paulo. Ordenou-se sacerdote Salesiano em 1937. Em Campinas, SP, foi orientador espiritual do Liceu Nossa Senhora Auxiliadora. Ex Diretor do Colégio Dom Bosco em Rio do Sul/SC. Fundador dos Cursos, Científico e Industrial no mesmo colégio. Diretor da Casa do Pequeno Operário em Porto Alegre e fundador da Paróquia Dom Bosco anexa ao Colégio. Foi Diretor e Vigário em Massaranduba. Foi vigário durante muitos anos em sua terra natal, Rio dos Cedros. Exerceu o magistério por mais de 35 anos.

Livros:
História de Rio dos Cedros (1975)
História e Imigração Italiana de Rio dos Cedros (1985 e 2000)
Canti Dei Nossi Nonni (Coleção de canções populares trentinas de Rio dos Cedros)


Desenvolvido por: Renan Taffner e Andrey Taffner
Agradecimentos: Marcel L. Zanluca