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Mengarda
Altino José Mengarda

 

 Família Mengarda



A história de todos os de sobrenome Mengarda que habitam o Brasil provém de sete homens que vieram no século XIX de Samone, ‘paesello’ do Trentino. Houve também duas mulheres com esse sobrenome mas, como era costume, perdiam-no com o casamento. A história de todos eles está condensada no livro “Eles Não Serão Esquecidos”, de Altino José Mengarda. As duas mulheres também mereceram cada uma a sua história. Cristoforo, Eufrosina, Geremia, Isidoro, Luigi, Rosa, Salomone foram aqueles que, no Natal de 1874 embarcaram no “Gabrielle”, porto de Marselha-França e chegaram pouco mais de cinco meses depois ao porto de Itajaí. Calmarias, inabilidade do comandante, más intenções, quem pode saber a causa de o navio a vela ter ido parar no rio Amazonas? Giuseppe partiu em 1877 e Mansueto nove anos depois dos sete conterrâneos.

1. A formação do ‘Samon’ brasileiro
Chegados ao Brasil, Cristoforo, a mulher Orsola e seus três filhos, mais Isidoro e os filhos do falecido Candido Mengarda, Luigi e Salomone, se encaminharam com outros samonatos para a região situada no Caminho dos Pomeranos denominada Pomeranos Central, também conhecida por Caravagio, por sua padroeira e por ‘Samon’ nome atribuído por causa da predominância de emigrados desse local, ao todo 57. Os três nomes perduram até o dia de hoje.

2. O Livro
“Eles Não Serão Esquecidos” é um livro mais histórico do que propriamente de genealogia. Histórico porque contém a saga dos nove Mengarda emigrados, sete homens e duas mulheres, de suas famílias e das famílias dos seus filhos. Excetuando Giuseppe, que se radicou em Silveira Martins, Rio Grande do Sul, todos eles casaram e formaram suas famílias no lote que adquiriram ao chegar. Formadas as famílias dos emigrados, cada filho foi casando e, a partir daí, aconteceu uma verdadeira diáspora, pois os lotes tornaram-se pequenos para famílias tão numerosas. A maioria deslocou-se para outras regiões. Foi difícil ao pesquisador chegar aos descendentes da segunda geração, porém acredita que chegou a todos, guiado pelos registros religiosos. A pesquisa em registros das igrejas de Blumenau, Rodeio e Rio dos Cedros forneceu nomes e eventos como nascimentos, batizados, casamentos, mortes.
O livro está dividido em quatro partes. A primeira situa o leitor no que eram o Samone trentino e o ‘Samon’ brasileiro nos séculos XIX e no atual, bem como se propõe a uma pesquisa sobre a gente Mengarda, a origem do seu nome, apelidos, situação econômica. Para isso muito valeram as colaborações de Giovanni Battista Lenzi, falecido tragicamente no acidente aéreo da “Air France”, de sua esposa Grazia, de Elvio Mengarda, de muitos outros samonatos e a pesquisa realizada nos arquivos dos Mórmons. A segunda parte traz a proposta do livro, ou seja a história de cada emigrado, sua família e as famílias que cada filho foi constituindo, menos a de Luigi Mengarda, avô do autor, que abrange toda a terceira parte. Na realidade a intenção inicial era de traçar somente a biografia dele mas, com a descoberta de que Cristoforo era seu tio e, portanto, primos dele seus três filhos restavam somente Isidoro, Giuseppe e Mansueto. Incluídos em biografia menor, vieram complementar a epopéia dos nove. A quarta parte é uma coletânea de pesquisas paralelas. Desde 1875 até nossos dias, decorridos em 2009 134 anos, muita coisa aconteceu: a passagem de duas revoluções, a federalista de 1893 e a getulista de 1930, a explosão do integralismo, a segunda guerra mundial e os que tombaram em campos da Itália, bem como os efeitos desta guerra no Brasil, entre eles um duro golpe à “trentinità” brasileira e a perseguição política aos que falavam italiano e alemão. Apresenta também um breve apanhado sobre a imigração húngara também do século XIX. Ela foi feita a partir de Blumenau passando pelo Caminho dos Pomeranos, seguindo pelo Rio Ada acima transpondo a Serra e se instalando na localidade Garibaldi que por muitos anos pertenceu às jurisdições civil e religiosa de Blumenau, depois de Rodeio e mais tarde de Rio dos Cedros. Traça também um pouco da história da formação dos quatro núcleos trentinos do Caminho dos Pomeranos (Pomeranos-Santo Antonio-Mattarello, Pomeranos Médio-Dolorata, Pomeranos Central-Caravagio-Samon, Alto Pomeranos-Gloria-Assunta) e as estruturas de sobrevivência das famílias. Termina com pequeno trabalho sobre um dos pilares de sustentação da “trentinità”, o dialeto, que o autor domina muito bem. Não é nada científico, nasceu do fundo do baú das recordações de infância e juventude, da conversa com os mais antigos e detentores do verdadeiro dialeto trentino, que os de lá, de Trento, dizem ser mais legítimo do que o deles, fortemente influenciado pela língua italiana oficial. O desfecho da quarta parte é o resgate de informações presentes no livro do escritor Victor Vicenzi, o falecido padre Vitor, historiador do Centenário da Imigração Trentina de Rio dos Cedros e omitidas por revisor nas edições segunda e terceira.

3. Continuidade
As pesquisas históricas sobre a família Mengarda continuarão. Recentemente o autor de “Eles Não Serão Esquecidos” colheu algumas informações em Trento, que irão modificar a história da vinda de um emigrado em particular. Essas informações serão publicadas no site, quando pronto, www.familiamengarda.com.br, que trará também algumas correções de omissões e erros que ocorreram no livro.
É feito também um convite para que os membros dos diversos troncos continuem a história de suas famílias em livros, opúsculos, sites, blogs e outros meios, como está fazendo Osni Uber, bisneto de Luigi, com o blog http://familialuigimengarda.blogspot.com que, além de apoiar-se no livro “Eles Não Serão Esquecidos”, dá continuidade à história das famílias da terceira, quarta e demais gerações.

4. Imigrados Mengarda e suas famílias
Cristoforo veio com os filhos nascidos no Trentino Geremia, Eufrosina e Rosa e não teve mais filhos aqui no Brasil.
Geremia/Fiorige Zanluca: Giovanni (Joanin), Orsolina, Rudolpho Eugenio, Abrahão, Dosolina, Francesco, Marino, Genebra Maria, Felice I, Giusto, Palmira, Felice II, Vitorio.
Eufrosina/Luigi Lenzi: Ottilia, Palmira, Giuseppe, Emilio, Orsola, Luigi, Ângela, Cyrillo.
Rosa/Giovanni Pedrelli: Joaquim, Emilia, Luiz, Maximiliano, Joanna, Carolina, Anna, Horacio, Hermínio, Albino, Frederico.
Isidoro/Elisabeth Tomaselli: Alphonso Giuseppe (Fonjo), Romana, Assumpta, Ancepta, Gisella, Eleonora, Domenico.
Mansueto/Teresa Tomaselli: Rodolfo, Frederico, Ursolina, Romano, Maria, Adelina.
Giuseppe/Paola Balen: João Batista, Maria, Antonio, José, Tereza, Anna.
Luigi/Annunziata Campregher: Ângela Virginia, Maximiliano, Rosália, Ângela, Germano, Alberto.
Salomone/Viola Sattler: Olívio, Rosa, Santa Luiza, Augusta Ermínia

Da primeira geração não há mais nenhum Mengarda filho de imigrado vivo. Encontramos em São Paulo a única pessoa da primeira geração viva, a viúva de Vitorio, filho de Geremia, morto em 2005 com 92 anos. É Paula (Paulina) Mengarda, nascida Bernardi.
 

Conheça o blog da família Mengarda - http://familialuigimengarda.blogspot.com/

 



Desenvolvido por: Renan Taffner e Andrey Taffner
Agradecimentos: Marcel L. Zanluca